Cranio
Fabio de Oliveira, o Cranio, era pichador na época de colégio. No entanto, preferiu seguir o caminho do grafite, ainda na moda dos “tags” nos muros. “O grafite é uma forma de linguagem mais elaborada. É feita, na maioria das vezes, durante o dia e com autorização”, esclarece o artista. Cranio cresceu na zona norte de São Paulo, e considera que o meio foi sua maior influência. Seu trabalho é definido por uma linha de estilo próprio, misturando cores e traços originais dentro de um contexto baseado em personagens e situações diversas. Apesar de ter uma temática bem abrangente, sua arte pode ser reconhecida através de seus personagens, que possuem características semelhantes.
Os paredões descascados, nas margens das ruas e avenidas da zona norte, e do centro da cidade, transformaram-se numa oca.
Imprescindível abrigo do antropófago azul, nestes tempos sofridos de (anti)heróis nacionais. “A paixão de pintar pela cidade é o que me marca. Passar por determinado um lugar e ver um desenho seu, com pessoas ao redor admirando o trabalho não tem preço”, explica. Segundo o artista, há onze anos o personagem urbano foi criado. “O índio na cidade, representado pelo grafite, faz um contraste bem legal com a cidade”, disse.
Fabio de Oliveira, o Crani